Espelho da minha alma, diz-me por palavras tuas, quem dá pureza ao mundo, fala-me do coração dos homens, diz-me o nome do seu amor, da sua convicção, da sua cor... diz-me porque choram as nossas crianças, fala-me das razões daqueles que descobrem por falsas as palavras do amor, a guerra não é nossa ? As flores que pisamos, as almas que desdenhamos... espelho de uma vontade de ver, eu quero que mostres o caminho a percorrer, a paisagem dessa fantasia, da emoção pela qual eu tremia... és o rosto de um mundo escrito, de palavras de livros perfeitos, de escritos de ilusões feitos... espelho meu, eu vejo-me ali, sei a beleza do que desejo ser vivida, por mim, pelos outros, pela felecidade que a todos cabe, sem fim ! Espelho sem dono, eu vejo o que desejo, os meus olhos não têm o rosto desse mundo perfeito... Vejo-me a mim, á minha convicção, o coração da humanidade é negro ! A ti dedico a minha lágrima, és um espelho perdido, que corroi a minha imagem, do mundo.
1 Joaninhas:
Espelho da minha alma,
diz-me por palavras tuas,
quem dá pureza ao mundo,
fala-me do coração dos homens,
diz-me o nome do seu amor,
da sua convicção,
da sua cor...
diz-me porque choram as nossas crianças,
fala-me das razões daqueles que descobrem por falsas as palavras do amor,
a guerra não é nossa ?
As flores que pisamos,
as almas que desdenhamos...
espelho de uma vontade de ver,
eu quero que mostres o caminho a percorrer,
a paisagem dessa fantasia,
da emoção pela qual eu tremia...
és o rosto de um mundo escrito,
de palavras de livros perfeitos,
de escritos de ilusões feitos...
espelho meu, eu vejo-me ali,
sei a beleza do que desejo ser vivida,
por mim,
pelos outros,
pela felecidade que a todos cabe,
sem fim !
Espelho sem dono, eu vejo o que desejo,
os meus olhos não têm o rosto desse mundo perfeito...
Vejo-me a mim, á minha convicção,
o coração da humanidade é negro !
A ti dedico a minha lágrima, és um espelho perdido, que corroi a minha imagem, do mundo.
Enviar um comentário